quinta-feira, 29 de março de 2018

A boneca

Eu sou uma boneca

de desenho inacabada.
Desenhos feitos pelos filhotes.

Tenho cabeça sem cabelo,

olhos sem nariz,

boca sem queixo.


Orelhas? Nunca vi.

do pescoço saem os braços,

minhas mãos não tenho não,

e tudo mais acaba aqui.



Quem quiser vir agora

tentar me desenhar,

agradeço muito, muito

se bonita eu ficar.


Não se esqueça dos cabelos,

das pernas e sapato.

Coloque um vestido,

que tenha um belo laço.



Coloque meu pescoço,

meus dedinhos com anel.

Quero um narizinho

e um sorriso no meu rosto.


Depois que estiver pronta

Vou passear com minha bolsa.

Agradeço as crianças

Pelo esforço em me criar

e a poeta a escrever

esta história a narrar.



Leonor Gomes
__________________________
Este poema foi feito em trio, alias um trio daqueles, formado por mamãe e seus filhinhos. O poema foi construído através do título dado pela Batita, que também fez o primeiro desenho. A segunda parte do poema elaborei me baseando no desenho do Dadi, que resolveu fazer a boneca ficar feliz. Espero que tenham gostado, pois eu adorei essa brincadeira.

domingo, 18 de março de 2018

Apenas cinco segundos



Faltam cinco segundos


Faz dez minutos que são cinco segundos.
Volto a olhar e ainda restam cinco segundos.
O que se pode fazer em cinco segundos?
Olhar a tela e contar os  segundos que virarão minutos?

Aff! Ainda cinco segundos.
Imagino que o tempo parou nos cinco segundos. 
Irei correr e dizer-te – Te amo!
Será que levaria cinco segundos?     
Escrevo este verso, vejo a tela e ainda faltam cinco segundos.

Como perder cinco segundos que já se foram?
Oh Dúvida!
São apenas cinco segundos.
Pronto deletei,
lá se foram os cinco segundos
que nunca usarei.


Lê Gomes

segunda-feira, 5 de março de 2018

Na praça...


Sem nada a fazer, vejo o mundo passar.
E como passa freneticamente...

Eu aqui na praça,
vejo como passa esse mundo.
Pessoas, pessoas, pessoas
alguém se destaca na multidão,
de um mundo que passa.

E eu aqui na praça
com o vento que canta em meus ouvidos; " É o mundo que passa".

    Leonor Gomes




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Inspiração

O que escrever, se não sei o quê?
Cadê os acontecimentos?
preciso de fatos e atos
que me façam escrever.
                                                                                         
Cadê minha inspiração?
Ela exige uma ação.
Pego a caneta, posiciono-a entre os dedos,
mas não escrevo.

Não sei o que dizer.
Nas páginas apenas surge;
que agora ,
não consigo escrever.


Lê Gomes

segunda-feira, 20 de março de 2017

O amor...


Existem várias formas de amar, mas o amor é único. Simplesmente  amamos.

Amor é querer estar com o outro apesar de todas as variáveis apontarem que não há chances de dar certo. Amor é querer tentar sempre. Amor é não esconder, é querer dizer ao mundo que é a ti que amo.

Amor é não ter vergonha e nem encontrar desculpas para um não. Amor não é dizer: “isso não significa que tenho que ficar com ele” e sim; “eu preciso de todas as formas estar com ele”.

Amor não é tentar, experimentar pra ver qual é como última opção. Amor é vivenciar mil vezes quantas vezes forem preciso.

Amor não é ter medo, o medo é de não amar. Amor é mesmo com turbilhão de sentimentos confusos ainda querer proteger. Amor é não esquecer, é querer ficar, permanecer.

Amor não é se importar com que o mundo tem a dizer. É dizer ao mundo quem você quer ter.

Amor não é por nas nuvens, é viajar em nuvens com seu amor. É aprender a gostar de tudo que pertence ao outro como se seu também fosse. Amor é compartilhar e não somente dizer.

Amor é percorrer todos os lugares que o outro possa estar. Amor não fingi , não mente e se mente, é apenas para camuflar o amor que deveras sente. Mas amor não tem dúvidas.

Amor é simplicidade dentro da complexidade. Amor não espera, não conjectura. Não se perde só se ganha, mesmo que seja dia após dia.

Amor não brinca com o amar do outro, ele valoriza e abre o peito para receber esse amor. O amor só transforma-se em ódio por não querer amar tanto assim.

Amor não é fuga, é encontro. É com olhos nos olhos dizer – Eu te amo – sem palavras pronunciar.

Amor, amor, amor. Vivenciarei quantas vezes for e com a mesma pessoa quantas vezes puder.




Lê Gomes

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Robô de Madeira

O Robô de Madeira


É pessoal , hoje estou aqui para corujar meu filho.

Meu garoto, de apenas 9 anos, está lançando seu primeiro livro e como ele mesmo diz, "o primeiro de muitos". E que assim seja.

Gostaria de pedir que curtam sua fanpage e acompanhem tudo que rolar sobre o livro.

CURTAM!



domingo, 31 de julho de 2016

Mudo, muda

Mudo, muda


Mudo, mudamos,
muda estou.
Revejo, reverto, inverto,
ao avesso ficou.

Procuro, recuo,
esconder-se restou.
Pulo, grito, avanço,
e aqui retornou.
Reapareço mudando,
revendo,avançando,
indo em frente, 
gritando quem sou.


       Leonor Gomes