segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Fúria de amor



Deixe a fúria levar todo pranto, e que a dor sentida se vá ao ouvir o canto suave da voz que canta amor. 

Fúria, arranque os espinhos de minhas mãos que  receberam as rosas, e que cada espinho retirado seja para exalar o aroma da paixão sangrenta.

Foto Lê Gomes
Que o ranger dos meus dentes durante a fúria, permitam que meus lábios sejam acalmados por um beijo . 

E a fúria dos meus olhos que refletem a chama do amor perdido, transforme em rio as lágrimas que escorreram pela minha face, por te ver ajoelhado chamando por mim.

Rasgue-se em fúria pelo silêncio do grito que deverias ter dito e que silenciado ficou.

Deixe a fúria  permanecer apenas na timbre da voz que canta amor.


Lê Gomes


terça-feira, 23 de dezembro de 2014



As vésperas do Natal, uma mensagem de fé em poesia.



Na escuridão, ele sempre está lá.
Na profunda tristeza, ele está lá.
Foto Lê Gomes
É Cristo vivo a acalantar aqueles que sofrem,
que sofrem, sofrem.

Creia.
Deus nunca te abandonará.
Creia.
É Deus a te chamar.

Nos gritos, na dor,
ele está lá.
Quando você se sentir só,                               
ele estará lá.

Creia.
Deus nunca te abandonará.
Creia.
É Deus a te chamar.

Ouça o canto dos pássaros,
o  chamado do rio e a batida do mar.
Ouça.
É ele que está lá.

Está em todo lugar.


Lê Gomes

domingo, 30 de novembro de 2014

No caminho...


Após consulta médica, sentada no ônibus a caminho de casa, vi uma cena que me chamou atenção; três crianças sobem no ônibus , suas idades são aproximadamente de cinco, sete e doze  anos. O mais velho conduzia os menores, todos estavam com roupas escolares. Até aí, mas uma cena cotidiana (mas não natural) do dia a dia.

Continuo a observar a cena...  O menino de sete anos senta num banco do ônibus e a menor de cinco anos em outro banco. Deduzi que ambos queriam ficar na janela .

O irmão mais velho fica sem saber com quem sentar, insisti que a menina fique com o outro irmão mas não conseguindo convencê-la , senta-se com ela. A menina, na inocência de sua idade, coloca suas mãozinhas na base da janela e brinca de olhar para fora do ônibus.
O irmão mais velho, no instinto do cuidado, pede para que ela se afaste e tire as mãos da janela. Prudente este menino, pensei.

O fato é que com a birra da irmã e sua teimosia em não se afastar da janela, o menino opta por fechá-la e nesse movimento machuca os  dedos de sua irmãzinha. A menina abre um berreiro e chora copiosamente. Um choro doido, sentido. O irmão tenta interpelar, acariciar as mãos da irmã, que grita mais ainda.

Ele fala baixinho; - Foi sem querer. E ela apenas chora.   

Os demais passageiros do ônibus começam a olhar a situação e percebo que alguns começam a lançar olhares de raiva sobre aquele irmão que feriu aquela pequena criança. O menino se recolhe e pede para a irmã não chorar mais porque “vai passar”. A irmã chora e as lágrimas rolam pelo rosto.

Uma passageira, sentada no banco de trás, abre com rispidez a janela do banco onde estava às crianças e fita o garoto mais velho com recriminação, enquanto que um senhor de pé fala ser um absurdo aquele garoto ter feito a irmã chorar. O menino apenas olha, eu apenas observo e a única coisa que penso é – “Se alguém for brigar com este garoto eu o defendo.”

Sei que esta minha atitude foi nada, pois deveria tê-lo defendido desde o primeiro momento ou tentado lhe ajudar. Meu momento atual não permitiu. Não sou mais o que sou.

O fato é que uma senhora idosa sentada a frente do banco das crianças, vira-se e pergunta para a menina chorosa;  - Você estava com as mãos na janela? Sabe que colocar as mãos na janela pode machucar?

A velha senhora diz carinhosamente; - Venha aqui com a vovó, me deixe ver o seu dedinho. E a menina vai para o colo da senhora, sob o olhar atento do irmão que já não fala nada.

A “vovó” com toda atenção faz carinho nos dedos da criança e pergunta para o mais velho, se é ele que cuida das irmãs menores e o mesmo balança a cabeça afirmativamente. A partir daí inicia toda uma explicação de o que fazer com o dedinho da criança ao chegar em casa.

A menina já não chora e passa a sorrir. E a senhora devolve a criança para o irmão falando;  - Quando alguém está doido, sentindo dor, temos que dar carinho e amor, assim você contorna a situação. Entendeu?

Esta frase ficou em minha mente.

Todos nós descemos no mesmo ponto, mas cada um seguiu o seu caminho e as palavras ficaram comigo, vivas em minha mente.

Fiquei a pensar; “Será que Deus quis me proteger e ao me proteger feriu-me sem intenção, porque não tirei minhas mãos do perigo? Será que tão chorosa e doida na minha mágoa, não me permiti entender que Deus cuidava de mim?”

Bem, espero ao final sorrir como aquela criança e sentir que o carinho e o amor contornaram a situação de - não sou mais o que sou.


Lê Gomes


domingo, 2 de novembro de 2014

Rafael , uma coruja.

Uma homenagem ao meu irmão querido, que se foi aos 25 anos de idade cheio de vida e vontade de viver e que viveu intensamente todos os dias de sua vida.


Rafael , uma coruja 


Quando pequeno eu te via
tão inocente a me olhar.
No meu colo te ninava
você era meu brincar.

Meu irmão quanta saudade.
A infância queria voltar,
relembrar o tempo bom
de te ver a celebrar.

O tempo passa, a juventude chega.
Conflitos, rebeldia.
Seu caminho quis trilhar.
E suas irmãs sempre a lhe amar.

Jamais esquecerei
seu doce beijo na testa,
suas falas e sua filha a ninar.
Este foi para ti meu último olhar.

Não quero outras lembranças,
não quero seu rosto gélido no meu.
Quero meu irmão recordar,
com aquele sorriso no rosto como lua a brilhar.


Lê Gomes


domingo, 26 de outubro de 2014

Quero...


Quero ouvir os pássaros que visitam minha varanda todos os dias.

Quero ver o beija-flor pairando no ar antes de beijar as flores que crescem em meu jardim.

Quero presenciar o renascer da árvore que julgava morta.


Quero sentir o brilho do sol que entra pela janela do meu quarto, do ônibus, do meu carro ou de qualquer janela.

Quero sonhos coloridos que me façam viajar a mundos nunca antes visitados.

Quero que não haja mais dramas e se houver, que ainda tenham pitadas de comédia que me façam rir depois de uma noite de lágrimas.

Quero enfim,  fazer  daquelas páginas em branco espaços de fantasia nascidas pela escrita.


Quero continuar...


Lê Gomes


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Um pensamento

Reflexão


Ao invés de seguir o caminho do outro, siga seu próprio caminho. Não queira ser o que o outro é , seguir seu parâmetro, estilo de vida.

Encontre-se.

A pior coisa no mundo é aquele que não é nada.

Agora entendo querer ser tudo, é porque nunca soube quem verdadeiramente é...

Quis ser (seguir) um , depois outro e depois o outro e quando o tempo passou viu que nada era e que ao final nada tinha , nem a si mesmo.

Ao perceber que nem a si mesmo pertencia, fugiu. Mas ninguém foge de si mesmo, pois a sombra revelada na luz sempre estará a lembrar suas fraquezas.

O melhor é olhar, se encarar e descobrir-se, por pior que seja a revelação do seu verdadeiro eu.

Chega um momento que não devemos mais fugir e sim assumir o que somos ou não somos ou o que nunca seremos.



Lê Gomes

Pelo mundo

 
Resolvi viajar o mundo,
ver com meus olhos
o que tem depois de lá.
Pode ser que aqui não seja meu lugar.

Dizem que o mundo é tão pequeno
que todos podem se encontrar.
Só sei que para mim
fica bem depois de lá.

Eis que aqui,
não fico mais esperando
Deixarei o mundo me apresentar.
Leve-me,  para bem depois de lá.


Lê Gomes





sábado, 18 de outubro de 2014

Os tropeços

Foto Davi Gomes


Andava por ai concentrada, às vezes distraída, às vezes nem sabia que andava. Por vezes quis ser andarilho.

Na caminhada, concentrada tropecei, machuquei, mas segui. Fiquei distraída mas vi flores no caminho, e algumas delas nasciam entre espinhos. Eu segui, passo a passo fui adiante e não me dei conta que estava longe. Será que estava mesmo?

Talvez a indecisão seja o caminho.

Minha estrada nem sempre era asfaltada, caminhei por terra, as margens do rio, mata, por aclives e declives. Na minha estrada quis ser nada e quis ser tudo. Quis ser o que estava a minha frente; flor, pássaro, árvore, pedra, terra,barro...

A caminhada era minha, calçada ou descalça era minha.


De tudo que na caminhada aprendi, é que nada aprendi, apenas a certeza que seguindo em frente foi melhor não olhar para trás.


Lê Gomes

Foto Lê Gomes
Foto Lê Gomes

domingo, 12 de outubro de 2014

Meu Anjo

Na noite da última quinta-feira, escrevi este sentimento pensando em meu anjo que estava para vir. As palavras surgiram entre  lágrimas que agora entendo a razão, era uma despedida.

Continuarei com o verbo conjugado no presente, eternizando sua presença agora em meu coração.

Meu anjo


Eu te quero não pela beleza, eu te quero não pela perfeição, eu te quero, simplesmente quero.  Não espero nada, nem recompensas, nem grandes feitos, apenas espero a ti porque te quero muito, muito.

Te desejo como meu, me pertencendo como eu a ti.

Desejo-te anjo, benção de Deus. Eu te quero muito, muito. Nada muda então, ou muda tudo talvez. Muda,  pois fica a certeza do desejo de querer-te.

Eu te quero muito, muito.
Um mais que tudo,
um tudo que se encontra a minha fé.



Meu anjo fique com Deus . Até um próximo encontro.

Lê Gomes

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sou Lua Crescente


Ainda sou nova
não podes de me ver,
mas  logo viro crescente
dia após dia a despontar.
Dentro de mim
poderosa a ficar.

Sou lua crescente
e a mais e mais
Passam-se os dias , os meses
e na conjugação de 3 x 3
me vejo cheia,
lua cheia.
 
Quando este momento chegar
Será hora de sair.
Ao sair viro minguante,
lua minguante.
E tu serás nova crescente,
lindo crescente,
sonho crescente
filho crescente.

Que Deus esteja conosco
Amém.


Lê Gomes

domingo, 14 de setembro de 2014

Quando os títulos falam


Nossa, tenho estado  com uma preguiça, um sono. Se antes eu dormia oito horas e o restante do tempo era ativa, nos últimos dias tenho estado acordada oito horas por dia e o restante eu simplesmente durmo. Pelo menos é um sono gostoso e cheio de sonhos, alguns até premonitórios, mas isso são outros quinhentos.

Na verdade iniciei falando de minha grande fase de hibernação para explicar porque não tenho postado tanto, portanto calma, minha inspiração e desejo de escrita ainda estão em mim. Mas, como a preguiça está sendo a minha companheira momentânea, estou apenas produzindo e guardando títulos para meus devaneios e postagens.

Pensei então... por que não falar dos títulos das postagens?

Curiosos? Então vamos lá...

Sempre que vivencio uma situação ou penso em algo que me inspire escrever, primeira coisa que me vem a cabeça é o título.

Muitas pessoas no seu processo de escrita deixam o título por último. Eu não, o título me é inspirador e chego a guardar alguns, com grande zelo, para um momento de inspiração literária posterior. Por isso, hoje farei uma homenagem a eles que me inspiram e que estão por vir em postagens próximas.

Títulos inspiradores; Mais inteligente ou menos burra?, A per(seguida), Eu vejo flores, O pavãozinho que queria ter pés lindos (este é um conto infantil já pronto, que talvez não poste aqui, pois ele se tornará um livro infantil).

Mais alguns títulos a inspirar devaneios; Estou virando lua e Sua felicidade é minha vingança.

Gostaram deles?  Então, é só aguardar as postagens.  E por falar em aguardar ,  vem aí mais uma coletânea no qual participo, agora de contos,  onde vocês conhecerão - Tufãn, um Amor ao Vento.

Sabe que depois de falar de tantos títulos , acabou de vir a mente um que pode ser interessante para uma postagem - um título para escrever sobre algo que não te deixa em paz. Que tal ; Ohnijieb ... me deixe .



Lê Gomes



P.S. As fotos foram tiradas por mim durante os últimos dias e, apesar de aparentemente não terem haver com com o tema da postagem, como elas também se são inspiradoras, resolvi posta-las.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Setembro


Setembro


Adoro setembro
mês de flores, de amores,
de gente especial.

Setembro, mês de festa,
alegria,celebração.
Quase um parabéns por dia.

Venha setembro,
vou te curtir.
Me faça feliz.


Lê Gomes


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A amizade

(imagem retirada da internet)
Hoje, assisti a um filme que me surpreendeu. Trata-se do filme de animação Mary e Max - Uma Amizade Diferente , dirigido pelo australiano Adan Elliot, que conta a história da amizade improvável entre uma menina de 8 anos australiana e um senhor de meia idade nova-iorquino, portador da síndrome de asperger, que se correspondem por décadas.

Adoro filmes que nos fazem refletir , que mexem com emoções e é claro, a narrativa não é nada óbvia. Talvez como fã de Tim Burton me torne até suspeita em falar de um filme que trata das questões do mundo mostrando um lado nada colorido dele. Mas digo, vale muito a pena assistir , pois a mensagem que Mary e Max passa é do valor da amizade.

Nossa! Quando se trata de amizade bate forte em mim (e creio que em todos nós), um sentimento verdadeiro de possuir um amigo que para nós é a família que escolhemos.

Chorei ao término do filme, principalmente pois me veio a mente os amigos que amo tanto, os amigos que já se foram e os que estão distantes, os amigos que se perderam, mas que continuo a amar .

Meus amigos do peito, assistir a  Mary e Max me fez ficar com uma vontade imensa de dizer que amo vocês e agradecer a amizade que temos.

Assistam!




Lê Gomes



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um Simples Óculos


De repente um simples óculos me fez deparar com meus preconceitos e pior (ou melhor) , perceber como podem ser deturpados . Percebi tudo isso numa simples compra de óculos.

Curiosos?

Então vamos a estória reflexiva/devaneadora.

Descobri-me precisando usar óculos para leitura, pois as letras já me pareciam embaralhadas ao ler. Mas nada de mais, a não ser pelo fato  de nunca ter usado óculos e ser esta minha primeira experiência.

Então fui eu para minha compra especial - meu primeiro óculos -  e não pensem que para mim foi algo fácil, pois não foi. Levei  quase  uma hora para encontrar um óculos que me agradasse e, após experimentar quase todos da loja que se enquadrassem em minhas especificações iniciais; - modelo quadrado (para se enquadrar no meu rosto), moderno, nada chamativo e que não me deixasse com cara de velha - enfim encontrei o óculos.

Me achei linda, moderna, estilo intelectual bela e poderosa. Tudo que uma mulher quer ser. Pois bem, pensei;

- É este!!!

Pena que o mega, super, power óculos custava seiscentos e noventa reais.

-Nossa! Tudo Isso?!? Disse eu.

A vendedora super simpática, respondeu ;    

 -" Ele é Ray-Ban".

Foi então que me deparei com meus preconceitos. Eu sempre torci o nariz para pessoas que usavam  armação Ray-Ban para óculos de grau, me parecia pura exibição, ostentação. Me perguntava por que usar uma armação tão cara para óculos de grau? Aliás, algumas vezes cheguei a chamar um amigo de esnobe e o quanto me irritava o ver se ostentando com seu óculos de grau.

Foto Lê Gomes
E agora estava eu ali, me achando linda naquela armação Ray-Ban... Um filme passou na minha cabeça e percebi que o que possa parecer ostentação, nada mais é do que o outro pagar por se sentir bonito numa "simples" armação.

Eu gostei da lição, da reflexão imposta por uma situação corriqueira do meu dia.


Se eu comprei a armação Ray-Ban para usar como óculos de grau? Claro que não. Primeiro porque não daria seiscentos e noventa reais numa armação de óculos para ser usado em leitura noturna e segundo, como ficariam meus preconceitos sobre a questão?


Lê Gomes






P.S Só para esclarecer na foto não estou com o Ray-Ban , mas com o óculos que finalmente encontrei e se encaixou com o que considerei justo pagar conjugado aos meus preconceitos. 


domingo, 10 de agosto de 2014

Vem!


Vem!
Chegue perto.
Não é o fim,
nem o começo.
Somente nós.

Vem!
Aproxime-se.
Sussurre.
Faça do silêncio,
voz.

Vem!
Encontre-me.
Não podes fugir
Lembre-se;
Somos tropeços.

Vem!
Se for, não volte.
Voltando,
pare ,
permaneça .

Vem!
Revele segredos,
mate teu medo
Diga;
Eu te amo!



Lê Gomes


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Saudade


O que é saudade? A falta de alguém ou de algo? Sim, acho que esta é a resposta imediata de todos nós. E creio que seja mesmo o desejo de suprir uma perda, uma ausência, desejo de querer reviver um momento, uma época passada vivida por nós. Saudade é saudade, e saiba que é uma palavra conhecida apenas na língua portuguesa.

Pergunto; Podemos ter saudade do que nunca tivemos? Muitos diriam que não, mas eu digo que sim.

E você deve estar perguntando; Como podemos ter saudade do que nunca tivemos?

Foto Lê Gomes
Bem, se esse algo povoou, viveu em nossos pensamentos, no nosso imaginário, então é porque existiram dentro de nós e ao irem embora se tornarem ausentes em nós mesmos, portanto podem nos deixar saudades.

Sinto saudades do que eu já quis ser, sinto saudades das fábulas e personagens que criei para minha própria estória. Sinto falta dos meus sonhos mágicos que eu torcia que ao acordar  fossem reais. Sinto saudade de ter saudade, àquela saudade de esperar alguém que sabíamos que voltaria em dia e hora marcada ou sem data para o retorno, onde sua chegada seria surpresa, apesar da certeza de sua chegada.

Sinto saudades de alguns planos e projetos pessoais que hoje considero ridículos, mas que à época me causavam agito de alegria.

Se sinto saudade de alguém? Claro que sinto. É imensa a saudade de meu irmão, de meu pai, de amigos. É uma saudade que dói. E saudade que dói é ruim, não é?

Prefiro encerrar com a saudade gostosa de querer rever seu amor que saiu às seis horas da manhã para trabalhar e com o passar dos minutos vai deixando uma saudade gostosa de querer revê-lo e abraçá-lo como se as horas tivessem sido dias ou meses.

Por que escrevi sobre saudade? Porque estou com saudades esperando meu amor chegar do trabalho.
Tomara que chegue logo!


Lê Gomes


sábado, 2 de agosto de 2014

Quando os olhos enganam


Muito interessante como podemos nos enganar com o aparente ou constatar que aquela velha frase " nem tudo que parece é" se aplica em vários momentos de nossas vidas.

Ontem, ao sair do meu apartamento e entrar no elevador, me deparei com uma imagem afixada no interior do mesmo e que arrancou de imediato um pensamento alto; "Meu Deus! O síndico enlouqueceu.

Os meus olhos viram um folheto com a imagem de uma mulher com curvas fartas que estava com as nádegas de fora. Falando no popular, vi uma mulher com sua bunda imensa de fora. Neste contexto , vocês tem que concordar que não era para menos meu espanto e minha expressão -"Meu Deus!O síndico enlouqueceu."

Óbvio que quis entender o porque daquele folheto  e que aviso condominial estaria se referendando  àquela imagem.

Na verdade, ao olhar com calma inquietante e curiosidade exacerbada  vi que estava diante da figura de um homem tocando violoncelo. É isso mesmo! um violoncelo , que na posição apresentada parecia as nádegas volumosas de uma mulher.

Depois de rir muito e já fora do elevador, continuei a pensar sobre o equívoco ocular, de como meus olhos me enganaram. Comecei a devanear sobre a vida fazendo um paralelo ao episódio. Refleti de como muitas vezes nos enganamos  com as pessoas, com o trabalho, ou até mesmo com uma simples transação de compra. Quem já não conheceu alguém que lhe parecia ser uma coisa e depois se revelou outra? Ou desejou o emprego dos sonhos e depois de conquistá-lo viu que não era bem assim? Comprou algo pela revista ou internet e ao chegar a mercadoria o objeto era bem diferente do anunciado? Sim , pelo menos uma vez na vida já passamos por algo assim.

Mas, da mesma forma que ao olhar com mais atenção a imagem do elevador pude vê-la no seu real, creio que  talvez, possamos evitar  nos enganarmos com o irreal se pararmos e fixarmos nossos olhos as situações, ao contexto a nossa volta, não reagindo ou nos atirando  de imediato ao  aparente . Talvez possamos nos poupar de espantos como o que tive e não ir, de cara, crucificando  o síndico, chamando-o de louco.


Aprender a parar e olhar com calma para além do que  é apresentado, nos poupará de desgastes ou possíveis sofrimentos. E quem sabe até nos fará rir.

sábado, 26 de julho de 2014

Coletânea Confissões - Poesia Eu Confesso


Pois é meus caros, hoje lhes apresento uma coletânea de poesias que é o must.

A Darda Editora proporcionou um concurso literário com o tema Confissões que resultou numa belíssima coletânea de pura poesia.

E sabem do melhor? Foi meu primeiro concurso. E não é que meus poemas foram selecionados e publicados. Estou que é felicidade só.

Agradeço a Darda Editora pela oportunidade. Aliás, por surpresa a editora está localizada em Campos, região Norte do Estado do Rio de Janeiro, portanto é meu vizinho, um pouco distante, mas vizinho ;) . Tenho certeza que daqui para frente a parceria será constante pois já aviso que vem novidade por aí.

Apresento uma de minhas poesias que consta na Coletânea Confissões e que foi devaneada após uma briga com meu amor, meu homem inspirador.


Eu Confesso


Quero-te.
Eu confesso,
digo não esperando um sim.               

Enlouqueço.
Desprezo-te, te debocho,
mas é raiva de mim.
Seguro o freio, não deixo a emoção.
Tenho ódio por não dominar o coração.

Eu confesso.
Queria dar-te o perdão.
Rasgo-me, entristeço,
mas não cedo, não.
Quero muito, não me basta o pouco.

Eu confesso.
Quero-te como louca.
Segure-me em tuas mãos.
Venha...
Arranque de mim o teu perdão.


Espero que tenham gostado. Ah! Querem saber se meu amor arrancou o seu perdão? Eu que arranquei dele e sempre arrancarei. :)

Lê Gomes


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Na Colombo


Na Colombo, um encontro
de uma equipe pós trabalho.
Foram flashes para todo lado,
era preciso postar no face
e perpetuar aquele ato.

Os belos espelhos do salão,
refletiam nossa alegria
e um alvoroço inicial.
Não sabíamos o que escolher,
tudo gostoso parecia ser.

Chá de camomila, de maçã com hortelã.
Tinha doces e pãezinhos,
empadas e bolinhos.
De olho nas delícias
alguns queriam trocar
Fizeram até escambo.
- “Troco um biscoitinho e uma torrada,
por um pastel de Belém.”

E a tortinha de maracujá?
dividida,
em dois pratos foi parar.
A xícara de borda dourada
deu glamour a produção,
fez cabelos vermelhos
chamar atenção.

Na Colombo,
ao fundo um piano.
Muito chique esse lugar,
Mas chique mesmo,
foi nossa equipe
reunida a celebrar.


Lê Gomes.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morango com chocolate

Gostamos tanto da brincadeira de criar estórias em família, que aí vai mais uma. Espero que gostem.

Morango com chocolate



Estava atrasada
para um almoço,
sai correndo, tropecei,
cai no poço.
Levantei a cabeça.
que lamaceira!

Humm... Agora que vi,
a lama é de chocolate.
Mas e agora, o que fazer?
Meu almoço eu vou perder,
virei morango com calda de chocolate.
Já sei!!! Chocolate fingirei ser.

Pensando bem,
se eu for assim,
o  que pensarão?
Que sou a sobremesa da refeição.


Ali mais a frente
vejo o hidrômetro cabeça de xampu,
talvez ele seja a solução.
Vem cá meu amigo,
deixe eu falar;
estou indo a um almoço,
mas não posso virar a refeição.
Pode ajudar?



- “Minha amiga, claro que sim.”

Logo em seguida,
Cabeça de xampu abre a boca,
e lança água em mim.
Fiquei limpinha
com o jato d´agua.
Resolveu-se o problema?
Claro que não.
Não fui para o almoço,
pois fiquei presa
nas bolhas de sabão.


Lê Gomes



P.S. Desenhos feitos e pintados pelos filhotes. Minha participação foi apenas na realização dos efeitos através do aplicativo Cymera.