sábado, 28 de junho de 2014

BRASIL

Eu vejo a galera
gritando GOOL!!!!
Sinto a vibração.

Para mim Brasil não é futebol,
mas não posso esconder
que ver meu país vencer
soa-me tudo de bom.

Coração vem na garganta.
Taquicardia pra valer.
Da copa eu abro mão,
quero mais saúde e educação.

Mas não sei ficar calada
vendo a bola rolar,
a nação gritar,
o mundo inteiro ver
a vitória acontecer.

Grito;
BRASIL!!!!!!!!!!!



Lê Gomes
 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Diário de um dia de luta

Desabafo

 
Todo esse processo e tratamento dispensado aos trabalhadores é humilhante, aviltante e de grande desrespeito conosco, fazendo-nos sentir violentados. Violentados pela não valorização, violentados pelas horas em pé , perdendo a voz e sem alimentação por estarmos na luta e em apoio aos companheiros que estão lá falando por nós. Violentados por todo desgaste emocional e psicológico que ao final de cada batalha saímos, e que ao chegar em casa temos que lutar com nós mesmos para continuar tendo força e esperança para não desistir.
 
Será que a população não vê? Será que os demais colegas da saúde não sentem o que sentimos? Será que é normal sermos tratados assim?
 
Hoje cheguei "baleada" depois de mais uma batalha na Alerj, não somente por tudo que está acontecendo com a saúde estadual, federal e municipal, mas principalmente porque quando chegamos lá são sempre os mesmos rostos a lutar. Os rostos já cansados e desgastados, mas que  não fogem a luta.
 
Começo a achar que minhas últimas forças para continuar são por esses companheiros, mais do que por melhorias salarial e de condições de trabalho, pois penso; "São tantos que se dizem indignados, mas apenas os mesmos 20 estão aqui. Será que já se conformaram com 15 anos sem aumento e com a forma que são tratados pelo governo?".
 
Amanhã, mais uma vez os companheiros estarão na ALERJ, incomodando sim, pois no mínimo, para nós resistentes da saúde estadual, o que nos resta é lutar até o fim e ter orgulho de dizer; "Eu lutei por nós".
 
Espero que você venha lutar também. Só a mobilização, só a luta coletiva nos faz ganhar.
 
imagem retirada da internet
 
  
Lê Gomes
 
 
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P.S -A saúde estadual está desde o dia 13 de maio em greve  por melhoria de condições de trabalho e por reposição salarial de um arrocho e desrespeito com a categoria que já dura 15 anos. Infelizmente vivenciamos o desmonte da saúde e o caminho para a privatização do SUS, onde o massacre do funcionalismo público é apenas mais uma estratégia do governo para este projeto. 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Amor

Amor ...



Existem várias formas de amar, mas o amor é único. Simplesmente  amamos.

Amor é querer estar com o outro apesar de todas as variáveis apontarem que não há chances de dar certo. Amor é querer tentar sempre. Amor é não esconder, é querer dizer ao mundo que é a ti que amo.

Amor é não ter vergonha e nem encontrar desculpas para um não. Amor não é dizer: “isso não significa que tenho que ficar com ele” e sim; “eu preciso de todas as formas estar com ele”.

Amor não é tentar, experimentar pra ver qual é como última opção. Amor é vivenciar mil vezes quantas vezes forem preciso.

Amor não é ter medo, o medo é de não amar. Amor é mesmo com turbilhão de sentimentos confusos ainda querer proteger. Amor é não esquecer, é querer ficar, permanecer.

Amor não é se importar com que o mundo tem a dizer. É dizer ao mundo quem você quer ter.

Amor não é por nas nuvens, é viajar em nuvens com seu amor. É aprender a gostar de tudo que pertence ao outro como se seu também fosse. Amor é compartilhar e não somente dizer.

Amor é percorrer todos os lugares que o outro possa estar. Amor não fingi , não mente e se mente, é apenas para camuflar o amor que deveras sente. Mas amor não tem dúvidas.

Amor é simplicidade dentro da complexidade. Amor não espera, não conjectura. Não se perde só se ganha, mesmo que seja dia após dia.

Amor não brinca com o amar do outro, ele valoriza e abre o peito para receber esse amor. O amor só transforma-se em ódio por não querer amar tanto assim.

Lê Gomes
Amor não é fuga, é encontro. É com olhos nos olhos dizer – Eu te amo – sem palavras pronunciar.

Amor, amor, amor. Vivenciarei quantas vezes for e com a mesma pessoa quantas vezes puder.






Lê Gomes

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Meus Velhinhos


Todos já sabem que amo pessoas velhas. Sou uma apaixonada pelo envelhecimento humano e tenho debruçado meus estudos e prática profissional nesta área a muitos anos.

Não posso dizer que sou uma estudiosa da temática (apesar de todo conhecimento adquirido), mas posso dizer que sou uma feroz militante da causa.

Acho que o primeiro amor pelo idoso  veio através de meu  pai, que já passados dos 50 anos me teve e por isso, na minha vida adulta convivi com ele já velhinho. Eu o amava muito.

Depois meu grande encontro com a velhice, com o envelhecimento humano se deu ainda na graduação quando fui bolsista do CNPq numa pesquisa sobre o tema. Foi neste período que meu grande mestre e hoje amigo, me fez apaixonar e brilhar meus olhos para os velhos e toda a complexidade do assunto que envolve o envelhecimento humano.

Acho graça, quando sempre me perguntam como posso ver beleza na velhice. Perguntam-me ; “Como você pode achar bonito rostos enrugados?” Eu Vejo beleza. Vejo histórias, vejo sabedoria, vejo gente, vejo construção, vejo beleza de estórias vividas. Acho linda uma cabeleira branca, um rosto enrugadinho com um belo sorriso nos lábios. Vejo muito mais alegria e prazer em viver quando corpos doídos dançam e se alegram da vida.

A velhice é uma construção social. O imaginário social do que é ser velho nos faz perceber e viver nosso envelhecimento conforme nossas crenças e influências sócio-culturais.

Posso ser um peixinho fora d’água na sociedade que vivo, mas sei que não tenho medo de envelhecer e que gosto das ainda poucas rugas, de futuras muitas que terei.

No ciclo da vida só não envelhece quem cedo morre.

Se permita olhar a velhice com outros olhos. Talvez um arco-íris de possibilidades apareça a sua frente e envelhecer não seja tão ruim como possa parecer.


Lê Gomes

domingo, 15 de junho de 2014

Quando acordar



Lê Gomes












Quando acordar


Tenho tanto a dizer, mas não sei falar.
Sentimentos pulsam em mim.
Há muita confusão.

Quando se sonha, podemos não acordar,
ou simplesmente estar no pesadelo.
Vivamos então.

Sinto-me um tudo num nada,
um corpo no vazio.
Apenas vulcão.

As larvas eclodem,
a sangrar em chamas.
É dor sem explicação.

O tempo passará,
o nada será tudo, sentimentos sem pulso.
E pesadelos irão.

Acordarei do nada
Serei tudo o que já fui
numa canção.


Lê Gomes

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Poesia

"Fui crime, hoje sou poesia"


Da janela do ônibus que trafegava na Av. Rio Branco, vi na parte de trás de uma banca de jornal localizada na altura da Rua do Ouvidor, um grafite com a frase; “ Fui crime, hoje sou poesia”.

Continuei  meu trajeto, mas a frase ficou estacionada em minha mente - “fui crime, hoje sou poesia”. Ao chegar a Cinelândia, minha parada final, desci do ônibus e como de costume fitei o Teatro Municipal a minha frente com contemplação. Olhei para sua cúpula e reparei  que nela estava escrito poesia.

Será coincidência a poesia se fazer presente em uma frase, numa palavra no mesmo dia?
Fiquei a pensar... Veio-me o pensamento; Eu sou poesia, jamais serei crime.

E no caminhar apressado do centro da cidade, mais pensamentos povoaram minha mente. Como do nada, me imaginei com uma lança e escudo a tentar me proteger do mal. 

Em vários momentos de nossa vida nos vemos a  protegermo-nos  com toda a força, mas neste ímpeto de defesa muitas vezes acabamos por ferir ao outro, e talvez a ferida se faça com lanças muito mais poderosas que a das armas. Ferimos com palavras, verdades que cortam a alma.

De repente entendi a frase, a palavra e meu pensamento  - Não posso, mesmo me protegendo , ser crime pois, eu sou poesia.
Lê Gomes

Eu sou poesia ao enxergar beleza nas coisas simples da vida.
Eu sou poesia quando os pássaros pousam em minha janela nos meus momentos de maior tristeza.
Eu sou poesia quando a natureza me presenteia com o desabrochar de flores no meu jardim.
Eu sou poesia quando abro sorrisos com meus amigos.
Eu sou poesia por desejar um mundo melhor.
Eu sou poesia por amar, sempre amar.
Eu sou simplesmente poesia.

Não posso ser crime, por isso não deixarei a amargura em mim. Não posso ser crime, então não me igualarei ao pior. Não posso ser crime deixando de ser quem sou. Não posso ser crime. Que a poesia continue a estar em mim.

E você se é crime, faça como o artista de rua, vire POESIA.


Lê Gomes


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Alegria



Alegria


Alegria eu te chamo,
venha encontrar comigo,
marco hora e lugar
e não me faça te esperar.
Tens um compromisso sério
se me deixas, não tolero.
Brigo contigo,
faço sermão.
Alegria, 
da tua companhia
não abro mão.

Lê Gomes

quinta-feira, 5 de junho de 2014

És mais


És mais...
Mais que tudo.
Mais que eu.

És mais...
Mais que imagino.
Mais que domino.

És mais...
Mais que um amor.
Mais que toda dor.

És mais...
Mais do que mereço.
Mais do que meu apreço.

És mais,...
És tudo que tenho.
És mais, muito mais.

Querido, 
te peço,
continue a ser meu mais.


Lê Gomes

domingo, 1 de junho de 2014

Uma canção abençoada

Meu pequeno poeta, amor de minha vida, razão de meu viver, chega nos meus ouvidos e fala baixinho; “ Mamãe lhe fiz uma canção”. E então canta;

Foto Lê Gomes

“ Deus te abençoou,
Jesus te alegrou.
Se você viu um filme de terror
é porque não rezou.

Se você rezar,
o bicho papão vai voar
e te deixar.”



Neste momento, baixinho, só pude dizer; Meu Deus! Que lindo! 

Sim meu filho, eu vi um filme de terror. Pode deixar que irei rezar, quero que saiba que sua canção já me alegrou e... eu entendi.


Lê Gomes