sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A amizade

(imagem retirada da internet)
Hoje, assisti a um filme que me surpreendeu. Trata-se do filme de animação Mary e Max - Uma Amizade Diferente , dirigido pelo australiano Adan Elliot, que conta a história da amizade improvável entre uma menina de 8 anos australiana e um senhor de meia idade nova-iorquino, portador da síndrome de asperger, que se correspondem por décadas.

Adoro filmes que nos fazem refletir , que mexem com emoções e é claro, a narrativa não é nada óbvia. Talvez como fã de Tim Burton me torne até suspeita em falar de um filme que trata das questões do mundo mostrando um lado nada colorido dele. Mas digo, vale muito a pena assistir , pois a mensagem que Mary e Max passa é do valor da amizade.

Nossa! Quando se trata de amizade bate forte em mim (e creio que em todos nós), um sentimento verdadeiro de possuir um amigo que para nós é a família que escolhemos.

Chorei ao término do filme, principalmente pois me veio a mente os amigos que amo tanto, os amigos que já se foram e os que estão distantes, os amigos que se perderam, mas que continuo a amar .

Meus amigos do peito, assistir a  Mary e Max me fez ficar com uma vontade imensa de dizer que amo vocês e agradecer a amizade que temos.

Assistam!




Lê Gomes



quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Um Simples Óculos


De repente um simples óculos me fez deparar com meus preconceitos e pior (ou melhor) , perceber como podem ser deturpados . Percebi tudo isso numa simples compra de óculos.

Curiosos?

Então vamos a estória reflexiva/devaneadora.

Descobri-me precisando usar óculos para leitura, pois as letras já me pareciam embaralhadas ao ler. Mas nada de mais, a não ser pelo fato  de nunca ter usado óculos e ser esta minha primeira experiência.

Então fui eu para minha compra especial - meu primeiro óculos -  e não pensem que para mim foi algo fácil, pois não foi. Levei  quase  uma hora para encontrar um óculos que me agradasse e, após experimentar quase todos da loja que se enquadrassem em minhas especificações iniciais; - modelo quadrado (para se enquadrar no meu rosto), moderno, nada chamativo e que não me deixasse com cara de velha - enfim encontrei o óculos.

Me achei linda, moderna, estilo intelectual bela e poderosa. Tudo que uma mulher quer ser. Pois bem, pensei;

- É este!!!

Pena que o mega, super, power óculos custava seiscentos e noventa reais.

-Nossa! Tudo Isso?!? Disse eu.

A vendedora super simpática, respondeu ;    

 -" Ele é Ray-Ban".

Foi então que me deparei com meus preconceitos. Eu sempre torci o nariz para pessoas que usavam  armação Ray-Ban para óculos de grau, me parecia pura exibição, ostentação. Me perguntava por que usar uma armação tão cara para óculos de grau? Aliás, algumas vezes cheguei a chamar um amigo de esnobe e o quanto me irritava o ver se ostentando com seu óculos de grau.

Foto Lê Gomes
E agora estava eu ali, me achando linda naquela armação Ray-Ban... Um filme passou na minha cabeça e percebi que o que possa parecer ostentação, nada mais é do que o outro pagar por se sentir bonito numa "simples" armação.

Eu gostei da lição, da reflexão imposta por uma situação corriqueira do meu dia.


Se eu comprei a armação Ray-Ban para usar como óculos de grau? Claro que não. Primeiro porque não daria seiscentos e noventa reais numa armação de óculos para ser usado em leitura noturna e segundo, como ficariam meus preconceitos sobre a questão?


Lê Gomes






P.S Só para esclarecer na foto não estou com o Ray-Ban , mas com o óculos que finalmente encontrei e se encaixou com o que considerei justo pagar conjugado aos meus preconceitos. 


domingo, 10 de agosto de 2014

Vem!


Vem!
Chegue perto.
Não é o fim,
nem o começo.
Somente nós.

Vem!
Aproxime-se.
Sussurre.
Faça do silêncio,
voz.

Vem!
Encontre-me.
Não podes fugir
Lembre-se;
Somos tropeços.

Vem!
Se for, não volte.
Voltando,
pare ,
permaneça .

Vem!
Revele segredos,
mate teu medo
Diga;
Eu te amo!



Lê Gomes


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Saudade


O que é saudade? A falta de alguém ou de algo? Sim, acho que esta é a resposta imediata de todos nós. E creio que seja mesmo o desejo de suprir uma perda, uma ausência, desejo de querer reviver um momento, uma época passada vivida por nós. Saudade é saudade, e saiba que é uma palavra conhecida apenas na língua portuguesa.

Pergunto; Podemos ter saudade do que nunca tivemos? Muitos diriam que não, mas eu digo que sim.

E você deve estar perguntando; Como podemos ter saudade do que nunca tivemos?

Foto Lê Gomes
Bem, se esse algo povoou, viveu em nossos pensamentos, no nosso imaginário, então é porque existiram dentro de nós e ao irem embora se tornarem ausentes em nós mesmos, portanto podem nos deixar saudades.

Sinto saudades do que eu já quis ser, sinto saudades das fábulas e personagens que criei para minha própria estória. Sinto falta dos meus sonhos mágicos que eu torcia que ao acordar  fossem reais. Sinto saudade de ter saudade, àquela saudade de esperar alguém que sabíamos que voltaria em dia e hora marcada ou sem data para o retorno, onde sua chegada seria surpresa, apesar da certeza de sua chegada.

Sinto saudades de alguns planos e projetos pessoais que hoje considero ridículos, mas que à época me causavam agito de alegria.

Se sinto saudade de alguém? Claro que sinto. É imensa a saudade de meu irmão, de meu pai, de amigos. É uma saudade que dói. E saudade que dói é ruim, não é?

Prefiro encerrar com a saudade gostosa de querer rever seu amor que saiu às seis horas da manhã para trabalhar e com o passar dos minutos vai deixando uma saudade gostosa de querer revê-lo e abraçá-lo como se as horas tivessem sido dias ou meses.

Por que escrevi sobre saudade? Porque estou com saudades esperando meu amor chegar do trabalho.
Tomara que chegue logo!


Lê Gomes


sábado, 2 de agosto de 2014

Quando os olhos enganam


Muito interessante como podemos nos enganar com o aparente ou constatar que aquela velha frase " nem tudo que parece é" se aplica em vários momentos de nossas vidas.

Ontem, ao sair do meu apartamento e entrar no elevador, me deparei com uma imagem afixada no interior do mesmo e que arrancou de imediato um pensamento alto; "Meu Deus! O síndico enlouqueceu.

Os meus olhos viram um folheto com a imagem de uma mulher com curvas fartas que estava com as nádegas de fora. Falando no popular, vi uma mulher com sua bunda imensa de fora. Neste contexto , vocês tem que concordar que não era para menos meu espanto e minha expressão -"Meu Deus!O síndico enlouqueceu."

Óbvio que quis entender o porque daquele folheto  e que aviso condominial estaria se referendando  àquela imagem.

Na verdade, ao olhar com calma inquietante e curiosidade exacerbada  vi que estava diante da figura de um homem tocando violoncelo. É isso mesmo! um violoncelo , que na posição apresentada parecia as nádegas volumosas de uma mulher.

Depois de rir muito e já fora do elevador, continuei a pensar sobre o equívoco ocular, de como meus olhos me enganaram. Comecei a devanear sobre a vida fazendo um paralelo ao episódio. Refleti de como muitas vezes nos enganamos  com as pessoas, com o trabalho, ou até mesmo com uma simples transação de compra. Quem já não conheceu alguém que lhe parecia ser uma coisa e depois se revelou outra? Ou desejou o emprego dos sonhos e depois de conquistá-lo viu que não era bem assim? Comprou algo pela revista ou internet e ao chegar a mercadoria o objeto era bem diferente do anunciado? Sim , pelo menos uma vez na vida já passamos por algo assim.

Mas, da mesma forma que ao olhar com mais atenção a imagem do elevador pude vê-la no seu real, creio que  talvez, possamos evitar  nos enganarmos com o irreal se pararmos e fixarmos nossos olhos as situações, ao contexto a nossa volta, não reagindo ou nos atirando  de imediato ao  aparente . Talvez possamos nos poupar de espantos como o que tive e não ir, de cara, crucificando  o síndico, chamando-o de louco.


Aprender a parar e olhar com calma para além do que  é apresentado, nos poupará de desgastes ou possíveis sofrimentos. E quem sabe até nos fará rir.