sábado, 19 de dezembro de 2015

Quanto tempo sem postar!


Nossa! Estou a algum tempo sem postar. Vocês devem pensar que abandonei o Devaneando, mas muito pelo contrário, jamais poderei abandoná-lo, pois ADORO colocar neste espaço meus devaneios, pensamentos, sentimentos , sejam eles bons ou ruins. Eu mesmo me espantei em ver quanto tempo não posto e comecei a refletir sobre este fato.

Acredito que o principal fato seja que estive doente. Calma! desta vez nada de depressão, apenas esse meu coração que resolveu descompensar e me proporcionar momentos de picos de taquicardia quase que diários, o que me fez passar muito mal , isso conjugado com uma anemia descoberta a bem pouco tempo, enfim... coisas que fazem parte quando já não somos tão jovem assim e nos aventuramos em recomeçar um lindo ciclo de vida.

O fato é que ficou difícil de escrever ou de ter inspiração. Rascunhei em meu adorável caderno algumas coisas que ficaram incompletas, mas que prometo terminar e postar aqui. Aliás, qualquer dia falarei no meu querido caderno de 300 páginas que é recheado de loucuras escritas em suas folhas.

Adorei constatar que mesmo distante do blog muitos continuaram a visitá-lo. Muito legal!

Para dar colorido e reflexões vou publicizar algumas coisinhas colocadas na fanpage Devaneando em poesia e Diário.







Lê Gomes

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Apenas cinco segundos



Faltam cinco segundos.
Faz dez minutos que são cinco segundos.
Volto a olhar e ainda restam cinco segundos.
O que se pode fazer em cinco segundos?
Olhar a tela e contar os  segundos que virarão minutos?

Aff! Ainda cinco segundos.
Imagino que o tempo parou nos cinco segundos. 
Irei correr e dizer-te – Te amo!
Será que levaria cinco segundos?     
Escrevo este verso, vejo a tela e ainda faltam cinco segundos.

Como perder cinco segundos que já se foram?
Oh Dúvida!
São apenas cinco segundos.
Pronto deletei,
lá se foram os cinco segundos
que nunca usarei.


Lê Gomes


domingo, 13 de setembro de 2015

O Primeiro Amor



O primeiro amor a gente nunca esquece. Não esquecemos ou por ter sido correspondida no seu sentimento, ou por ter sido rejeitada por ele.

Foto Lê Gomes
Lembro do meu primeiro amor. Era um menino loiro, bonito, mas nada inteligente. Ele era um amigo, mas quando da revelação de minha paixão por ele, o mesmo passa a me ignorar e rompe a amizade por puro esnobismo. Nossa! Como eu achei ridículo, e como mesmo assim continuei a gostar daquele menino loiro, bonito, mas nada inteligente.

Sofri como todo primeiro amor adolescente sofre. Derramei lágrimas e lágrimas, jurei nunca mais amar ninguém.

O tempo passou, mudamos de escola. Depois é claro tive outras paixões, alguns também com o título de primeiro amor que depois vinha a descobrir que não se tratava do amor verdadeiro. Mas, a melhor lembrança desse primeiro amor veio alguns anos depois quando numa festa escolar vejo de longe um menino loiro, bonito e que eu sabia não ser nada inteligente me olhando, me paquerando insistentemente (nem sei se usa ainda este termo paquerando).

Naquela festa muitos bilhetes chegaram daquele garoto até mim, muitos olhares e pedidos para conversar. Não acreditei. Era aquele meu primeiro amor que me esnobou e no qual chorei muitas noites e ao som de músicas melosas.

Deixei que se aproximasse e ele veio loiro, bonito, nada inteligente e muito galanteador até mim. Apenas disse;

- Você não se lembra de mim?

- Nos conhecemos? Que sorte a minha – Ele falou.     

- Nós estudamos juntos. Respondi.

A lembrança da cara de babaca, misturada com o que fazer para enfiar a cara num buraco, é a melhor lembrança que tenho. O garoto loiro, bonito e nada inteligente, já não era tão loiro, já não era tão bonito e continuava nada inteligente.

Meninas saibam que sempre haverá primeiros amores, mas o verdadeiro será aquele no qual seus olhos cruzarão com os dele e vocês saberão que não será o primeiro, mas será o seu eterno amor, aquele que você irá querer viver todos os momentos de sua vida ao seu lado.


Lê Gomes


sábado, 15 de agosto de 2015

Amor de mãe



Meu amor é simples, porém intenso.
Meu amor se resume em uma palavra - Filhos.
É um amor sem pretensão.
É um amor que se contenta em olhar o rosto do rebento
para simples contemplação.
Meu amor é amor de mãe.
Meu amor é querer abraçar forte, grande, infinitamente.
É amor demais, mas um demais que nunca basta.
Meu amor pelos filhos é meio assim,
sem explicação, apenas sentimentos, grandes sentimentos.
Amor, amores, amor.
Meus filhos, minha vida, minha paixão.



Lê Gomes

domingo, 9 de agosto de 2015

Pai – Sua Melhor Definição.


Sua melhor foto, seu melhor sorriso, sua melhor definição – Pai.

Você é pai.

Pai amigo, pai irmão, pai vozeirão, pai paizão.


Pai que cuida, pai que dá amor incondicional.

Pai que engravida junto com a mulher.

Pai que beija e diz baixinho;  “papai te ama”. Diz todos os dias antes de ir trabalhar.

Pai que arranca sorrisos dos filhos quando chega em casa e abre os braços para receber abraços.

Pai que brinca e corre atrás dos brinquedos prediletos deles só para fazê-los felizes.

Pai que não se mede, pai de uma grandeza, pai que o melhor é ser pai.

Pai que eu amo, pai  que amamos.


Mamãe, batita,  dadi e anjinho por vir, queremos dizer que para nós o melhor pai é você. 


Feliz Dia dos Pais!




Lê Gomes   







sexta-feira, 12 de junho de 2015

Eita coisa boa!



É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que fico perdida e me sinto pirando num mar de coisas boas. E olha, estou gostando disso.

Depois de um longo e tenebroso inverno, de profunda depressão e desesperança eis que a Fênix renasce. Nem sei até quando ela estará aqui, mas enquanto estiver, estarei feliz.

Apesar de dores morarem em mim, descobri que as palavras ainda são minhas amigas, e da  consolidação desta amizade nasceram livros, meus livros.

A mente voltou a pensar, e vem pensando em ritmo acelerado. Chego às vezes a não alcançar o fim do pensamento. Tive reencontro com velhos namoros e paixões. Reencontrei a antiga paixão pelos velhos, pela militância, pela minha história no campo do envelhecimento.

Voltei a ser peça presente na busca por um ideal. E vamos à luta! Que nesta luta em especial eu sou feliz. E nesse caminho volto às origens, me deparo com o Conselho de Direitos e com a paquera sempre apaixonante a ANG – Associação Nacional de Gerontologia. Engraçado que apesar de ter sido uma separação amigável, não havia me dado conta de como tão penosa era este divórcio.

Surpresas e surpresas no meio de um caos. Desejo apenas que a fênix permaneça, e se resolver voar, que seja alto, bem longe das cinzas.

No meu momento de namoro com a vida, só me resta desejar um feliz, feliz Dia dos Namorados.


Leonor Gomes



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Para aquisição dos livros acessar;


Para conhecer a ANG-RJ;


domingo, 24 de maio de 2015

Queria que soubesse



Sabe aquela manhã, aquela noite, aquela tarde...

Sabe aquele dia, àquela hora, aquele mês...

Sabe aquele beijo, aquele abraço, aquele amasso...

Sabe?

Sabe aquele amor, aquela dor, aquela paixão...

Sabe aquela chuva, aquele vento, aquele raio de sol...

Sabe aquela música, aquela lembrança, aquele sorriso...

Sabe?

É você, sou eu , é igualmente nós.



Lê Gomes


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Viva as diferenças!


Não somos iguais, ninguém é igual a ninguém, temos nossas diferenças, somos múltiplos e únicos em nós mesmos.

Temos crenças, cultura, estruturas físicas e emocionais distintas. Podemos até ter algo em comum, mas não compartilhamos de todo como um todo único. E que bom que somos assim, pois são as diferenças que nos permiti evoluir, crescer e aprender. Já pensou se todos fossem iguais? Se pensassem da mesma forma? Seríamos estáticos.

(Foto de Paulinha Gomes)
O grande problema é que  apesar de ser uma dádiva sermos  diferentes, temos muita dificuldade em aceitar as diferenças e as divergências. Queremos impor nossos ideais, crenças e tudo mais como algo verdadeiro, e se questionados nos magoamos.

Mágoa pelo outro divergir de você em algum aspecto?         

Temos uma tendência de colocar na mesma fila, a divergência com o rancor, a raiva, a indignação. Divergência não significa estar em fila alguma, ou melhor, talvez o ideal seja colocá-la na fila de convergir para a troca de aprendizado, a reflexão, ao erro para a melhoria, ao aceite das diferenças.

Por que se há mágoa perdurada num fato contestado? Contestação não anula admiração. Sempre temos o lado bom e não tão bom, para não dizer ruim. E se o “magoador” também se sente magoado? Quem somos nós para acharmos que podemos ou seremos ou sentimos mais ou menos que o outro?

Que bom que somos diferentes e divergentes, pois é neste ciclo tortuoso, inconstante que crescemos e para isso, só basta nos aceitarmos e respeitarmos como somos.

Mais diálogo, menos rancor. Viva as diferenças!



Lê Gomes


domingo, 22 de março de 2015

Esperança de novos tempos


Esperança de novos tempos


Calou-se o tempo diante da desgraça,
moribundos estamos a troco de nada.
Amar uns aos outros perdeu o sentido?
Quero crer que não.

São sentimentos impuros
de um momento confuso,
da ávida espera pela Era de Aquário.
Será que quando a bendita chegar, estaremos salvos?

Salvos de quê?
De nós mesmos?
É o que os tempos escuros e obscuros
nos levam a crer.


Lê Gomes


Foto: Lê Gomes








domingo, 8 de março de 2015

Por todos os dias que sejam dias socialmente iguais


Não quero um dia


Não quero um dia,
quero todos os dias para nós.
Quero igualdade, direitos iguais.

Não quero apenas flores.
Quero que plantem novas posturas,
e que haja  inexistência de incongruências perante nós.

Não quero apenas a cor rosa,
quero um arco-íris de gestos, de avanços 
que enterrem o chauvinismo masculino que impera.
Não quero apenas ser,
quero estar, compartilhar, pertencer.
Quero que na sociedade mulheres e homens sejam iguais.


Lê Gomes


domingo, 8 de fevereiro de 2015

O que escrever?

O que escrever, se não sei o quê?
Cadê os acontecimentos?
preciso de fatos e atos
que me façam escrever.
                                                                                         
Cadê minha inspiração?
Ela exige uma ação.
Pego a caneta, posiciono-a entre os dedos,
mas não escrevo.

Não sei o que dizer.
Nas páginas apenas surge;
que agora ,
não consigo escrever.


Lê Gomes

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Uma fuga e minha primeira história



O filme As Aventuras de PI, dirigido por Ang Lee, é  fabuloso. O filme conta a história de um indiano que num naufrágio a caminho do Canadá perde toda a sua família e se vê obrigado a dividir um bote salva-vidas com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala chamado Richard Parker. 

Já assisti a este filme algumas vezes e sempre tenho emoções e reflexões diferenciadas. A última vez que revi o filme, a pergunta feita por PI e a resposta a ela, ficaram em minha mente; Eu lhe contei duas histórias. Nas duas o navio afunda, minha família morre e eu sofro. Qual das duas você prefere?” E é então respondido: “A que tem um tigre”. 

O fato é que pensando, me veio a lembrança de como sou fantasiosa, de como desde pequena crio histórias sobre situações difíceis ou alegres, histórias vividas por mim.

Certa vez quis fugir de casa por ter brigado com minha mãe. Ou foi por ela ter brigado comigo? Não importa! O fato é que minha coragem de fugir de casa foi até a esquina da rua, quando iria virar a mesma, voltei correndo para casa. Mas em pensamento eu fugi, fugi para bem longe, caminhei sozinha nos meus dez anos de idade até a Rua Dias da Cruz e fui resgatada, melhor, fui convidada por um anjo a fazer parte de sua equipe de salvadores e a morar com eles nas nuvens. Nossa missão seria salvar pessoas e o mundo das maldades.

Essa foi a primeira história pensada, criada e escrita por mim. Nela haviam anjos adolescentes e muita tecnologia que os ajudava. Eles tinham relógios que permitiam os seres mortais voarem (óbvio que eu tinha um desses). Na história eu era apaixonada por uma furacão.

Sabe o conto Tufãn – Um amor ao vento, que escrevi na Coletânea Toda Forma de Amor da Darda Editora? Pois bem, foi inspirada nesta paixão fantasiosa de minha primeira escrita literária.

Foram tantas aventuras, que aquela fuga de casa foi a mais emocionante que qualquer um poderia ter. Foi assim que aprendi que os livros nos levam a grandes viagens.

Um dia conto essa história em pormenores. Agora apenas digo que fiz dela minha redação escolar na antiga 5ª série do ginasial (atual 6º ano) e que minha professora me deu dez e escreveu no canto da folha – “Parabéns! Você deveria escrever um livro.”


Professora , acho que agora estou a escrever.


Lê Gomes

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Para saber mais sobre o filme As Aventuras de PI , segue os links; 

Para acessar o site da Darda Editora basta clicar aqui